TRUMP JA COMEÇOU A ATACAR O IRÃ
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Trump está determinado a esmagar o Irã economicamente, usando sua estratégia de “máxima pressão”. O objetivo? Impedir que o país obtenha armas nucleares. Mas será mesmo esse o verdadeiro motivo? Enquanto a economia iraniana afunda sob sanções brutais, Trump movimenta peças no tabuleiro global. Em uma chamada histórica com Putin, ele pediu ao líder russo que mediasse entre os EUA e o Irã.
Trump nunca foi simpático ao Irã. Basta lembrar que ele ordenou o assassinato, via drone, do general Qasem Soleimani, um dos maiores símbolos da resistência iraniana. Agora, em seu segundo mandato, ele repete: não permitirá que o Irã tenha bombas nucleares—apesar dos dados da AIEA indicarem que Teerã ainda está longe de atingir esse objetivo. O grande incentivador dessa narrativa? Benjamin Netanyahu, aliado fiel de Trump, que há anos propaga a ameaça nuclear iraniana.
As sanções estão sufocando o governo de Peshekian, mas entre palavras e ações há um abismo. O plano de Netanyahu de bombardear instalações nucleares iranianas não é tão simples. O Irã, fortalecido por sua aliança com a Rússia, tem mais poder de barganha do que antes. Moscou, apesar de não fornecer total proteção militar, assinou um acordo estratégico com Teerã—e isso muda o jogo.
Bloomberg informa que Putin aceitou mediar as negociações entre EUA e Irã. Em Riad, capital da Arábia Saudita, delegações russas e americanas não só debateram a crise na Ucrânia, mas também temas como desdolarização e o futuro do Irã. Segundo analistas, qualquer acordo será complexo. Os EUA podem aliviar sanções, mas Teerã teria que conter sua influência regional—e isso depende da aprovação do aiatolá Ali Khamenei.
O Kremlin já deixou claro: acredita que a solução deve vir por meio de negociações. E, para o governo iraniano, a participação da Rússia como mediadora faz sentido. Há sinais de que Washington e Moscou podem cooperar em outras frentes, como o Ártico, um território estratégico para exploração energética. Ambos, Trump e Putin, priorizam petróleo, ao contrário da controversa “Agenda Verde”, que perde força no Ocidente.
Mas há um problema: Teerã ainda desconfia dos EUA. O acordo nuclear de 2015, firmado sob Obama e depois sabotado por Trump a mando de Netanyahu, deixou cicatrizes. Agora, Trump oscila entre ameaças e promessas de paz. Ele diz querer um “acordo de paz nuclear verificado” e até sugere uma celebração no Oriente Médio quando isso acontecer. Mas até que ponto esse discurso é sincero?
A aliança entre Rússia e Irã serve como um escudo parcial contra um ataque preventivo de Israel, que, sem apoio logístico e satelital dos EUA, teria dificuldades em agir sozinho. O especialista John Mearsheimer destaca que armas nucleares são a última linha de dissuasão. Se o Irã realmente dominar a tecnologia para enriquecer urânio e reprocesar plutônio, pode construir bombas rapidamente para sua defesa e retaliação.
No meio desse xadrez geopolítico, uma pergunta central emerge: até que ponto Moscou toleraria uma investida de Israel e EUA contra o Irã? Com Washington e Moscou buscando cooperação em áreas estratégicas, Trump não tem carta branca para atacar militarmente o Irã. E Teerã, por sua vez, não está indefeso. Se for provocado, pode reagir com força.
A questão não é se haverá um confronto—mas quando e em que condições ele poderá explodir.
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