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FERROANEL

 O governo federal retomou a priorização de um projeto ferroviário estratégico para a logística nacional, com impacto direto na estrutura de exportação brasileira e no Porto de Santos.  Trata-se do Ferroanel de São Paulo, com investimento estimado em até R$ 6 bilhões, concebido para reduzir a concentração de cargas no principal terminal portuário do país e ampliar alternativas logísticas no Sudeste.  O projeto prevê a construção de pouco mais de 50 quilômetros de trilhos na região norte da capital paulista, formando um corredor ferroviário capaz de retirar trens de carga da malha urbana da Grande São Paulo, segregando o transporte de cargas do transporte de passageiros e aumentando a eficiência operacional da rede.  A iniciativa, debatida desde a década de 1960 sem execução, retorna à agenda como resposta à necessidade de expansão da capacidade logística e mitigação de gargalos estruturais. Atualmente, grande parte da produção agrícola e industrial do Centro-Oeste e ...

A HISTÓRIA APAGADA

 A HISTÓRIA APAGADA NO ORIENTE MÉDIO 1854 - A ARMADILHA DA DÍVIDA COMEÇA A história "apagada" começa não com uma bala, mas com um empréstimo. Em 1854, o Império Otomano contraiu seu primeiro empréstimo estrangeiro, junto aos mercados financeiros de Londres e Paris para financiar a Guerra da Crimeia (1853–1856). O que os sultões não perceberam foi que estavam entrando em uma "Armadilha de Dívida". A dependência de sucessivos empréstimos com juros altos e condições desfavoráveis levou o império ao calote (moratória) em 1875. Em 1875, o Império estava falido. Referências Bibliográficas: PAMUK, Şevket. A History of Ottoman Economic Relations with the Western World, 1820-1914. Cambridge University Press, 1987. Este livro detalha exatamente como os empréstimos estrangeiros iniciados em 1854 integraram o Império Otomano de forma subordinada à economia global ocidental.  BLAISDELL, Donald C. European Financial Control in the Ottoman Empire: A Study of the Establishment, Act...

A MISSAO ANGLO-SAXÔNICA (conforme Bill Ryan)

https://youtu.be/NYMB21aCAu0?is=gXtFXTX5DtKJ7zuT Trata-se do relato de um indivíduo que serviu no Exército Britânico por vários anos e que, após sua retirada da carreira militar, passou a atuar na City de Londres, ocupando um cargo de natureza respeitável no setor financeiro. A City de Londres, nesse contexto, corresponde a um enclave financeiro situado no centro da capital inglesa, caracterizado por autonomia histórica e reconhecida influência sobre o sistema financeiro internacional. Esse distrito é frequentemente descrito como uma entidade singular e altamente tradicional, sendo considerado por diversos analistas como um dos centros de articulação mais influentes do sistema financeiro global. Nesse ambiente, o indivíduo em questão participou de diversas reuniões com membros da maçonaria e outras figuras de relevância institucional, as quais, em geral, seguiam padrões convencionais de discussão econômica e financeira. Entretanto, em junho de 2005, ele esteve presente em um encontro c...

GUERRA DA ÁGUA

 Vamos falar das palavras de Donald Trump dizendo que vai atacar o Irã e levá-lo à Idade da Pedra, que vai destruir uma civilização. Bom, eu acho que Trump, um homem sem letras, um desiluminado, não sabe o que é civilização em termos filosóficos. Filosoficamente, o conceito de civilização remonta à Grécia Antiga e ao iluminismo europeu, contrastando o desenvolvimento cultural e institucional com o estado de barbárie. O Irã abriga a civilização persa, uma das mais antigas e contínuas da história humana, com mais de 5 mil anos de legado. ​Então, foi perguntado a Trump sobre atacar centrais de energia e pontes. O direito internacional humanitário, por meio dos Protocolos Adicionais às Convenções de Genebra, proíbe expressamente ataques a bens civis essenciais à sobrevivência da população, como infraestruturas de energia e transporte. ​Trump atacou as usinas de dessalinização no Irã, duas delas; é uma guerra de água, de matar populações civis de sede. O conceito de guerra pela água ou ...

AS PREVISÕES DE XUEQIN

O sistema internacional avança, de forma cada vez mais acelerada, para uma reconfiguração profunda e potencialmente disruptiva. Não se trata de uma mudança isolada, mas de uma cadeia de eventos interligados que, juntos, apontam para o enfraquecimento estrutural da ordem unipolar e a emergência de um ambiente global fragmentado, instável e competitivo. O que se desenha não é uma transição suave, mas um processo marcado por choques simultâneos que já operam nos bastidores e começam a se tornar visíveis. O primeiro grande abalo ocorre no coração do sistema financeiro global. Em 2022, quando cerca de 300 bilhões de dólares das reservas internacionais russas foram congelados por potências ocidentais, rompeu-se um dos pilares mais fundamentais do capitalismo global: a segurança absoluta das reservas soberanas. A mensagem foi clara e imediata para o restante do mundo, especialmente para países ricos em recursos naturais e energia. Se isso podia acontecer com uma grande potência, poderia acont...

O FAKE "GRANDE ISRAEL"

Israel controla praticamente todos os meios do mundo ocidental. Quando se observa quantos produtores, locutores e condutores existem, percebe-se uma grande desproporção. Os israelenses dominam praticamente tudo. Como explicar que 0,2% do planeta controla o país? Quem controla as finanças, segundo essa visão, seria a secta cabalística de Chabad Lubavitch, associada a figuras como Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, Netanyahu e outros líderes. Não é fácil dizer isso no Ocidente, e além disso, pode ser perigoso. Essa secta esteve envolvida em escândalos diversos, incluindo acusações graves. A geopolítica também envolve movimentos religiosos e simbólicos, como as visitas do Papa e tentativas de reconciliação com o mundo muçulmano, indicando que a Igreja também participa de jogos geopolíticos. Vive-se um momento de transição: o antigo mundo não termina de morrer, e o novo ainda não nasceu, o que gera tensão e conflitos. O mundo que surgiu após a Segunda Guerra Mundial já não exist...

A escalada da insensatez

Observa-se que mudanças rápidas na distribuição internacional de poder tendem a ser altamente disruptivas e desestabilizadoras. Em geral, é nesses contextos que ocorrem transformações na ordem mundial, frequentemente após grandes conflitos bélicos ou colapsos estatais. Como exemplo, a Segunda Guerra Mundial promoveu alterações profundas no sistema internacional. De maneira semelhante, o colapso da União Soviética resultou na transição de um sistema bipolar para um sistema unipolar. No entanto, o conflito envolvendo o Irã aparenta provocar impactos que vão além do Estreito de Hormuz e de sua região circundante. Esse cenário apresenta potencial para gerar consequências significativamente mais amplas. Ainda que não se enquadre necessariamente na mesma categoria da Segunda Guerra Mundial ou do colapso soviético, é pertinente considerar como uma possível derrota dos Estados Unidos no Irã — definida aqui como qualquer situação em que o Irã passe a controlar o Estreito de Hormuz — poderia...