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SIONISTAS E NAZISTAS, SEMPRE DE MÃOS DADAS

 A utilização de viagens patrocinadas para influenciar lideranças políticas, religiosas e intelectuais, com tudo pago para Israel, desperta revolta em mentes sãs. Afinal, que tipo de gente vai viajar para ajudar a fazer propaganda para o Estado sionista no meio do Holocausto palestino? A resposta é: nazistas. Os seus equivalentes de hoje e os dos anos trinta. Na década anterior à consolidação do Estado de Israel como ente independente em dezenove quarenta e oito, o movimento sionista já compreendia que conquistar influenciadores no exterior era tão importante quanto exterminar palestinos no processo. Uma política produzia a legitimidade, a outra executava o projeto. Um dos episódios mais conhecidos desse modus operandi ocorreu em dezenove trinta e três, quando o jornalista, escritor e oficial da SS chefe do Departamento de Assuntos Judaicos da Alemanha Leopold von Mildenstein visitou a Palestina ocupada pelos britânicos na iminência de se tornar Israel acompanhado do dirigente sion...

RAINHA VITORIA, A RAINHA DO ÓPIO

Stanislav Krapivnik é um ex-oficial do Exército dos EUA e especialista em cadeia de suprimentos, que se tornou analista militar e político. Nascido em Lugansk (Donbas), na Ucrânia soviética, ele se mudou para os Estados Unidos ainda criança. Ele serviu nas forças armadas americanas e, mais tarde, construiu uma carreira executiva na área de supply chain em setores como o de óleo, gás e engenharia pesada.Em 2010, Krapivnik retornou à Rússia, país onde reside atualmente. Ele é amplamente conhecido por atuar como comentarista, analista e jornalista na mídia russa e internacional, focando em temas como geopolítica, estratégia militar, o conflito na Ucrânia e as relações entre a Rússia e a OTAN   Tudo é ensinado como propaganda e ideologia. As crianças não gostam de história. Os adultos também não gostam porque vira só data e nome, data e nome. E ninguém se interessa, é chato.  Mas quando você faz o que está fazendo e começa a cavar, e vê a porcaria que está por baixo de tudo, é uma...

Dólar, SWIFT, sanções econômicas e inflação

O Acordo de Bretton Woods, firmado após o término da Segunda Guerra Mundial, estabeleceu as bases do sistema financeiro internacional do pós-guerra. Os Estados Unidos detinham a maior reserva de ouro do mundo e possuíam o parque industrial mais desenvolvido, uma vez que foram a única grande potência a sair do conflito sem destruição em seu território. A conversibilidade do dólar americano em ouro conferiu à moeda norte-americana o papel de principal reserva internacional e de referência para as transações comerciais mundiais. Dessa forma, o dólar transformou-se em um poderoso instrumento de dominação financeira. Com a criação do sistema internacional de liquidação de pagamentos, posteriormente operacionalizado pelo SWIFT, grande parte das transações internacionais passou a depender, direta ou indiretamente, da moeda norte-americana. Isso permitiu aos Estados Unidos utilizar sanções econômicas como instrumento de política externa contra governos, empresas e indivíduos considerados contr...

KARAGANOV ESTABELECE LINHAS VERMELHAS

A guerra na Ucrânia não está se desenvolvendo como Washington esperava. A razão pela qual quase ninguém menciona esse fato decorre do aprisionamento de analistas, jornalistas e membros do aparato político em uma narrativa oficial que os impede de informar com a devida objetividade. Quando se vive sob o domínio de uma narrativa, o ato mais perigoso consiste em questioná-la, sob o risco de perda de acesso, de credibilidade e de convites aos círculos decisórios. Desse modo, o relato oficial se perpetua enquanto se amplia o abismo entre os acontecimentos reais e o que é reportado, até que a realidade inevitavelmente se imponha. Quando a realidade finalmente emerge, raramente o faz de forma suave. O objetivo desta análise é reduzir essa distância e examinar a conjuntura factual em solo ucraniano. Cumpre indagar como Moscou interpreta a situação, em que se baseia a estratégia ocidental focada no uso de drones e por quais razões o processo atual poderia conduzir a um cenário negligenciado em ...

RÚSSIA APONTA SARMAT E ORESHNIK CONTRA LONDRES, PARIS E BERLIM

 Existem armas que transformam a natureza da guerra e há também aquelas que alteram profundamente a natureza da própria paz. O míssil Oresnik não se insere na categoria de armamento tático convencional, nem pode ser compreendido como um instrumento concebido para atuações diretas em trincheiras ou contra formações militares específicas. Trata-se, antes, de uma mensagem estratégica, concebida para comunicar poder e intenção em um nível superior. Essa mensagem assume forma hipersônica, possui capacidade de múltiplas cargas e desloca-se a velocidades que, no estado atual da tecnologia europeia de defesa antimísseis, não podem ser efetivamente interceptadas. Essa comunicação foi tornada pública e direcionada explicitamente às três principais potências europeias historicamente envolvidas na condução da diplomacia ocidental frente à Rússia, a saber, França, Reino Unido e Alemanha. O chamado E3 constitui o eixo central da arquitetura de segurança europeia. A sinalização produzida por essa...

FERROANEL

 O governo federal retomou a priorização de um projeto ferroviário estratégico para a logística nacional, com impacto direto na estrutura de exportação brasileira e no Porto de Santos.  Trata-se do Ferroanel de São Paulo, com investimento estimado em até R$ 6 bilhões, concebido para reduzir a concentração de cargas no principal terminal portuário do país e ampliar alternativas logísticas no Sudeste.  O projeto prevê a construção de pouco mais de 50 quilômetros de trilhos na região norte da capital paulista, formando um corredor ferroviário capaz de retirar trens de carga da malha urbana da Grande São Paulo, segregando o transporte de cargas do transporte de passageiros e aumentando a eficiência operacional da rede.  A iniciativa, debatida desde a década de 1960 sem execução, retorna à agenda como resposta à necessidade de expansão da capacidade logística e mitigação de gargalos estruturais. Atualmente, grande parte da produção agrícola e industrial do Centro-Oeste e ...

A HISTÓRIA APAGADA

 A HISTÓRIA APAGADA NO ORIENTE MÉDIO 1854 - A ARMADILHA DA DÍVIDA COMEÇA A história "apagada" começa não com uma bala, mas com um empréstimo. Em 1854, o Império Otomano contraiu seu primeiro empréstimo estrangeiro, junto aos mercados financeiros de Londres e Paris para financiar a Guerra da Crimeia (1853–1856). O que os sultões não perceberam foi que estavam entrando em uma "Armadilha de Dívida". A dependência de sucessivos empréstimos com juros altos e condições desfavoráveis levou o império ao calote (moratória) em 1875. Em 1875, o Império estava falido. Referências Bibliográficas: PAMUK, Şevket. A History of Ottoman Economic Relations with the Western World, 1820-1914. Cambridge University Press, 1987. Este livro detalha exatamente como os empréstimos estrangeiros iniciados em 1854 integraram o Império Otomano de forma subordinada à economia global ocidental.  BLAISDELL, Donald C. European Financial Control in the Ottoman Empire: A Study of the Establishment, Act...