O FAKE "GRANDE ISRAEL"
Israel controla praticamente todos os meios do mundo ocidental. Quando se observa quantos produtores, locutores e condutores existem, percebe-se uma grande desproporção. Os israelenses dominam praticamente tudo. Como explicar que 0,2% do planeta controla o país? Quem controla as finanças, segundo essa visão, seria a secta cabalística de Chabad Lubavitch, associada a figuras como Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, Netanyahu e outros líderes. Não é fácil dizer isso no Ocidente, e além disso, pode ser perigoso. Essa secta esteve envolvida em escândalos diversos, incluindo acusações graves. A geopolítica também envolve movimentos religiosos e simbólicos, como as visitas do Papa e tentativas de reconciliação com o mundo muçulmano, indicando que a Igreja também participa de jogos geopolíticos. Vive-se um momento de transição: o antigo mundo não termina de morrer, e o novo ainda não nasceu, o que gera tensão e conflitos.
O mundo que surgiu após a Segunda Guerra Mundial já não existe como antes. As tendências de mudança já eram visíveis antes mesmo dos conflitos recentes envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Existia uma ordem que pode ser chamada de tripolar, baseada em uma teoria de estabilidade estratégica. Hoje, porém, há uma instabilidade estratégica envolvendo três grandes atores: Estados Unidos, Rússia e China. Lideranças políticas, como Donald Trump, já reconheceram que seus antecessores permitiram a formação de uma aliança entre Rússia e China, o que ele considerava um erro e buscaria desfazer. No entanto, essa aliança se mostrou mais sólida do que o esperado.
Historicamente, os Estados Unidos tentaram estabelecer equilíbrios estratégicos, ora com a União Soviética, ora com a China, dependendo do contexto. Desde a década de 1970, observam-se movimentos geopolíticos nesse sentido. Atualmente, a situação demonstra que os Estados Unidos continuam sendo uma superpotência, especialmente no espaço e em tecnologias de inteligência, vigilância e reconhecimento. Contudo, enfrentam desafios crescentes devido à consolidação da parceria entre Rússia e China, que se fortaleceu em conflitos recentes, como o envolvendo Irã.
Apesar de sua força, os Estados Unidos enfrentam dificuldades internas e externas. A guerra na Ucrânia, por exemplo, é interpretada como um sinal de declínio militar, mesmo com o apoio da OTAN. Além disso, tecnologias como satélites e inteligência artificial continuam sendo áreas de vantagem americana, embora China e Rússia estejam avançando rapidamente. A China, por exemplo, tem mostrado superioridade em certas áreas militares e cibernéticas.
No campo militar, destaca-se o avanço dos mísseis hipersônicos, considerados praticamente impossíveis de interceptar. Rússia, China e Irã lideram esse desenvolvimento, enquanto os Estados Unidos ainda enfrentam dificuldades nesse tipo de tecnologia. Esses mísseis representam uma mudança significativa no equilíbrio estratégico global.
No Oriente Médio, o conflito envolvendo Irã e Israel reflete disputas por recursos e poder. O controle de regiões estratégicas, como o Estreito de Hormuz, influencia diretamente a economia global, afetando petróleo, gás e outras matérias-primas. As tensões também envolvem questões políticas internas de países como Venezuela e movimentos de influência econômica global.
A ideia do “Grande Israel” é apresentada como uma construção ideológica sem base histórica concreta. O argumento afirma que nunca existiu um território que se estendesse do Nilo ao Eufrates sob domínio israelense. Essa noção seria uma interpretação simbólica e política. No contexto religioso, Abraão é citado como figura central nas três religiões monoteístas, e a história do povo judeu é relacionada a episódios como o cativeiro na Babilônia e a libertação pelos persas.
O povo judeu, segundo essa visão, não é homogêneo. Existem diferentes grupos, como ashkenazis, sefarditas e mizrahim, com origens diversas. A maioria dos judeus no mundo seria formada por ashkenazis, que historicamente teriam origens europeias. O texto também menciona a teoria de que alguns desses grupos teriam origem nos khazares, um povo de origem turco-mongol que adotou o judaísmo, tese discutida por alguns autores.
Outro ponto levantado é a influência na mídia ocidental, considerada desproporcional em relação ao tamanho da população judaica mundial, estimada em cerca de 0,2% da população global. Essa influência seria percebida na forma como certos conflitos são retratados e na predominância de narrativas específicas.
Por fim, afirma-se que o mundo vive uma nova fase de reorganização geopolítica, marcada por disputas por recursos naturais, tecnologias estratégicas e influência global. A ascensão da China e o fortalecimento da Rússia contrastam com desafios enfrentados pelos Estados Unidos, que, apesar de ainda poderosos, já não detêm o mesmo nível de hegemonia absoluta de décadas anteriores.
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