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Ouro puro

O Banco Central do Brasil elevou a participação do ouro em suas reservas internacionais de 3,55% para 7,19% em apenas um ano, dobrando sua exposição ao metal. Com isso, o ouro tornou-se o segundo maior ativo das reservas brasileiras, atrás apenas do dólar americano. As reservas totais situam-se em aproximadamente US$ 358,23 bilhões, enquanto a fatia do dólar recuou para cerca de 72%, o menor patamar já registrado. Trata-se de um ajuste estrutural, e não de uma mera diversificação marginal ou de rotina. O movimento reflete um crescente desconforto com os mercados de dívida soberana, em especial os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Quando um banco central reduz deliberadamente sua exposição ao dólar ao mesmo tempo em que aumenta as reservas de ouro, não age de forma aleatória, mas responde a uma mudança real na percepção de risco e de confiança. Essa decisão brasileira alinha-se à tendência observada em escala global: os bancos centrais compraram coletivamente cerca de 863 toneladas...