ALBERT PIKE, BAFOMET E PETER THIEL
No coração das grandes transformações históricas, surge sempre uma narrativa subterrânea que une poder, simbologia e ambição humana. Os Cavaleiros Templários representam, talvez, o exemplo mais bem-sucedido dessa dinâmica. Fundados em 1118, em plena era das Cruzadas, sua missão inicial era proteger os peregrinos cristãos que viajavam a Jerusalém. No entanto, rapidamente transcenderam sua função militar. Tornaram-se banqueiros internacionais, guardiões de fortunas, articuladores entre finanças, religião, política e força armada. Em Jerusalém, ponto de convergência de três grandes religiões, absorveram conhecimentos herméticos, gnósticos e neoplatônicos, tradições consideradas heréticas pela Igreja de Roma. O símbolo de Bafomet, o deus de cabeça de bode que lhes foi atribuído, não era apenas uma acusação de blasfêmia, mas o emblema de uma sabedoria proibida que buscava unir opostos: o divino e o material, o masculino e o feminino, o sagrado e o profano. Em 1307, o rei Filipe IV da França...